Quis Custodiet Ipsos Custodes? Quem vigia os vigilantes? Quem vigia os vigias? Quem guardará os guardas? Quem irá vigiar os próprios vigilantes? E quem fiscaliza os fiscalizadores? Essas questões foram levantadas pelo poeta romano Juvenal, na Antiguidade. E foram com esses pensamentos que tive a intenção de criar este meu blog, para melhorar os meus próprios pensamentos e compartilhar com as pessoas interessadas em tal, fora o fato primordial de qualquer filosofia: fazer você pensar usando a Razão.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os Senhores do paradoxo

A Morte de Sócrates, de Jacques-Louis David
"Certos homens odeiam a verdade, por amor daquilo que eles tomaram por verdadeiro!"(Santo Agostinho de Hipona)

Quem está contra os filósofos? Quem é contra o amor ao saber? Na verdade faz milênios que não existe esse quem, não abertamente como há mais de dois mil anos, mas faz muito pouco tempo que o "ecoar" dele fez estragos a filosofia em suas maiores bases: os professores de filosofia. O sofismo tem crescido muito, há mais de cem anos (alguns diriam há mais de seiscentos) a sua influência tem crescido a níveis assustadores. Outrora os sofistas eram vistos como seres quase que acéfalos pelo meio acadêmico e até mesmo pela população em geral, isso devia-se ao constante atrito que eles tem com a própria lógica em si, isto é, com os próprios argumentos e como eles funcionam, o sofista é aquele que, mais do que todos, usa jogos de palavras, frases-feitas, chantagem emocional, chantagem coletiva, apelo a tradição, apelo a novidade, ataques a pessoas e não a ideias, desonestidade intelectual e etc, para conseguir fazer que uma pessoa, ou que um grupo de pessoas, acredite em algo que ele está pregando ideologicamente, doutrinalmente, ou seja, formas de pensamento que ele crê que a maioria deva seguir.
Não são todos os sofistas que são o que são sabendo disso conscientemente, no fundo, a densa maioria acredita piamente, nas entranhas mais profundas de seu ser, de que estão fazendo algum tipo de bem comum, ou até mesmo que estão a fazer um progresso no campo da razão com seus pensamentos e atitudes, mas se os próprios analisarem os seus pensamentos por um pouco de tempo irão ver que eles entram em contradição com eles mesmos na essência fundamental de sua lógica. A boa parte dos sofistas é sofista não porque não acredita, ou combate, algo que a filosofia prega, propositalmente, e sim porque o pensamento dele está corrompido, ou por ele mesmo, ou por uma corrente ideológica, religiosa e etc ou até mesmo pelo fato de estar começando a pensar sobre o mundo a sua volta de uma forma que ele acredite ser racional, este, talvez nem se quer poça ser chamado de sofista, pois a juventude de seus pensamentos é oque o faz errar, com o tempo, ele irá deixa-los.
A verdade é algo que até mesmo podem acreditar que defendem, com o maior rigor possível, mas para anular um argumento desfavorável ao seu, ele usará, mesmo que inconscientemente, um argumento completamente surreal e descaradamente contraditório e desonesto, em termos intelectuais, se tiverem a verdade como meta (isso mesmo, se tiverem, pois alguns nem acreditar no fator verdade acreditam), estão em profundo paradoxo, não apenas com os seus pensamentos, mas também com o seu próprio ser, pois a busca da verdade é um fato interno em todos os homens, é algo intrínseco a existência do ser-humano. As contradições podem, e na verdade a maioria vai estar, escondia em um jogo de palavras, como por exemplo: "não podemos ter certeza de nada, pois só Deus é absoluto, e se só Ele é absoluto, nem uma coisa que digamos pode ser absoluta, logo, nem uma certeza é absoluta...", aparentemente esse pensamento parece bem coerente, mas se investigarmos mais a fundo veremos que não, pois um pensamento coerente não volta contra si mesmo, isto é, se jogarmos o próprio discurso será notado uma falácia nos argumentos utilizados para provar que não existem certezas por causa do absolutismo de Deus. Exemplo:

  1. Se não existem certezas absolutas, a certeza absoluta de que não existem certezas absolutas é falsa, logo existem certezas absolutas.
  2. Se o homem, que diz isso, tem o conhecimento de que Deus é absoluto é outra certeza absoluta, portanto, existem certezas absolutas dentro do próprio pensamento de que não existem certezas absolutas.
  3. Se não podemos ter certeza de nada, o nada, por si só é um termo utilizado para dar a referência a algo que, por essência, é um vazio absoluto, pois nada existe no nada. Se o nada não é um vazio absoluto, logo, o nada não existe e existem certezas absolutas.
  4. É uma certeza de que aquele que pensa que não existem certezas absolutas, pensa que nem uma certeza é absoluta, se não é uma certeza o pensamento de que nem uma certeza é absoluta, logo, existem certezas absolutas até mesmo para quem pensa que não existem certezas absolutas. 
A mentalidade sofista, para ser quebrada, deve-se desmembra-la por completo em seus mais íntimos e mínimos detalhes, de certo, não é sempre deste modo que um sofista de mostra para um debate qualquer ou alguma apresentação de pensamentos, existem outros sofismas das mais variadas formas, e cada sofisma é relativo a pessoa em relação as suas convicções, princípios ou crenças (sejam elas de qualquer tipo), um sofisma também pode ser, em alguns casos, um pensamento fora da ordem do debate, ou seja, uma falácia desesperada para desviar o foco do debate, essas falácias são apelações que desviam ou terminam com o assunto sem nem um propósito racional ou honesto.
Muito embora, os sofistas puros, isto é, aqueles que são o que são por própria escolha e aqueles que odeiam a verdade por amor daquilo que antes, para eles, era verdadeiro, mas agora veem que é falso, sejam raramente vistos vestindo a "camisa" sofista no meio intelectual ou popular, como se fazia na cultura Helênica há milênios, ele está alta e claramente impregnado em quase que toda a filosofia moderna desde René Descartes, onde, abandonando, não propositalmente, isto é, inconscientemente, o caminho que a filosofia tomou desde Sócrates até ele, ou seja, o caminho subjetivista (caminho esse seguido por quase que todos os grandes filósofos, como Immanuel Kant e Friedrich Nietzsche), quando, em seu Discurso do Método, ele prega a Dúvida Universal (embora ele tivesse a intenção de chegar a uma conclusão de que é impossível um ceticismo absoluto, o efeito de sua obra foi muito negativo para a filosofia, pois ele abriu um leque para falsas noções ceticistas no futuro), oque é basicamente um sofisma, pois se ele prega a Dúvida Universal, ele também duvida que ele mesmo está pensando. Essa corrente subjetivista cresceu de uma forma  assustadora a partir de Descartes (alguns diriam que foi a partir de Guilherme de Occam),  depois a filosofia em si foi se perdendo, foi se invertendo, criando as mais variadas correntes filosóficas, hoje, pouco se fala dos princípios socráticos, ou da lógica aristotélica, mas filosofias como a de Nietzsche governam as faculdades junto com a gigantesca lógica kantiana.
Nesses princípios é que a maioria dos sofistas se segura, os princípios subjetivos (relativos ao máximo ao indivíduo pensante), o subjetivismo impregnou-se na filosofia como um parasita e recusa-se a sair por mais que se tente tirá-lo, a boa parte dos sofistas acha que é filósofo, e isso até faz sentido, pois muitos bebem, comem e respiram pensadores simpatizantes com esse subjetivismo disfarçado de filosofia. Cabe ao verdadeiro filósofo, cabe a aquele que ama a verdade e que tem um compromisso perpétuo com ela, denunciar e rebater tais correntes de pensamento, pois essas correntes, prejudicam, em proporções continentais, o rumo que a filosofia e o pensamento geral tem tomado ao longo de séculos.

domingo, 27 de maio de 2012

O novo, para o novo, é incriticável

"Sabes quem são os críticos? Os que malograram na literatura e na arte." (Benjamim Disraeli)

No começo da minha última postagem (é necessário ler antes de ler esse texto os seguintes textos: O conhecimento e quem o procura e Então vamos ser críticos) fiz uma breve e vaga referência a grupos sociais pós-modernos, e como esses grupos tem como uma espécie de grito de guerra, a pregação da crítica ao antigo e conservador, no entanto, não me aprofundei no assunto e creio que ele deva ser abordado com cuidado, pois, a minha intenção com esse texto não é ofender alguém que pertence a algum desses grupos de graça, na verdade, não tenho intenções nem se quer de ofender a alguém que pertence a algum grupo que seja, mas, devo avisar logo as minhas intenções porque no mundo atual, infelizmente, vivemos em um cenário que no qual, qualquer crítica bem feita que você faça contra algum grupo neste cenário, imediatamente aquele que preferiu a crítica é rotulado de preconceituoso. 
*Os grupos sociais pós-modernos, normalmente chamados de tribos, tem, em muitos casos ou até mesmo todos, uma formação que se originou da rebeldia de um certo número de pessoas em uma sociedade conservadora e de moral judaico-cristã. A rebeldia era, e é, impulsionada e alimentada com a noção da crítica em si, isto é, se você era uma pessoa critica, para esses grupos, você deveria, de algum modo, se separar dos costumes e da moral maioritária, pois esses não passavam de ideias defendidas por instituições "ultrapassadas" e quadradas, e um novo senso de crítica foi criado a partir de então, isto é, uma nova concepção do que é crítico e o que não é crítico, o velho costume era alienado, estranho, fora de moda, medieval, chato e etc, o novo, seria o contrário, e além disso, seria um atrativo mais "legal" em comparação ao velho, não poderia-se ser um crítico de verdade (mais uma vez quero enfatizar que isso é na visão da maioria, se não de todos, desses grupos na época de cada um. Como sei disso se não sou participante de nem um deles? Simples: escute e leia oque eles falam e escrevem, analise a sua crítica isso se tornará notório). A essência da crítica foi quebrada e adulterada por tais grupos, cada um é claro, fazendo isso do seu modo, mas de qualquer forma, tal pensamento era quase que unanime nessas tribos.
O problema em si, não é criticar o antigo, ou criticar os padrões e valores de uma determinada sociedade, seja ela qual for, sempre existe espaço para críticas, o homem não cresce sem o "choque", e a crítica é o comburente de tal choque, pois ela fomenta o debate de ideias e o incentivo a o uso da razão para determinadas questões abordadas nesse debate, o mal desses grupos é o deles se acharem incriticáveis, não que os membros desses grupos pensem que não se pode criticar, em nem uma hipótese, os seus próprios grupos, mas é praticamente inaceitável uma crítica mais conservadora para eles, é claro que existem exceções, porém elas não abrangem a maioria que habita nesses grupos, isto é, em termos gerais, se pensa assim. A falta de auto-crítica, que é impulsionada pela crítica desenfreada do que é considerado antigo, é o que causa a contradição dentro desses grupos atuais, esse extinto de rebeldia sem sentido afeta a capacidade de ter um raciocínio mais elevado para com sigo mesmo, e isto, causou um grande mal as formas de expressão utilizadas no mundo, pois esses novos grupos, com a própria base destruída, com o extinto de mudança a todo custo, abala várias meios de expressão da humanidade, e se esses grupos tem a essência transfigurada em um paradoxo, a forma desses grupos se expressarem (na música e na arte, por exemplo) também será transfigurada, e as noções filosóficas de vida tão bem cultivadas e guardadas na geração anterior a tais também será corrompida. 
O detrimento da arte, música, valores e etc, foram bem vistos e revistos ao longo do séc. XX, no entanto, este fato cresceu (ele não nasce desses grupos, mas ele é aumentado por eles) com a ajuda de certas tribos que o incentivaram em seu meio, pois como já foi afirmado, aquilo que representa uma sociedade anterior, ao ver deles, seria ignorável e ultrapassado, a arte foi brutalmente abalada nesse contexto no séc. XX, as pinturas, esculturas, filmes, poesias e músicas tiveram a sua essência e uso arrancados para servir ao viés "crítico" de grupos, como por exemplo, a arte dos góticos (o gótico pós-moderno é só um exemplo representando quase que toda a arte moderna), em resumo, ela é toda retalhada, feia e sem sentido nem um com o que a arte realmente representam (também tratarei da arte em si em outro texto), em nome da crítica, a arte moderna (que também é incriticável para a atualidade...) foi usada como forma de expressionismo por esse grupo, nada poderia dar certo com fatores como esse impulsionando futuros artistas para expressar, ou seus sentimentos, pensamentos ou sensações que tinha e tem como gótico, tais expressões infectaram a tal ponto o mundo artístico que é demasiado raro ver uma pintura a óleo moderna sem ser de arte moderna... em si o uso desenfreado da crítica abalou a civilização em pontos que não eram abalados há milênios, e isso não é um ponto positivo.

Um pequeno exemplo:
O quê realmente é bonito?
isso
O geógrafo, de Johannes Vermeer
ou
isso?

Como disse Benjamim Disraeli, os críticos são aqueles que inutilizaram a arte, são aqueles que, por causa do seu egocêntrico, relativizaram a beleza, são e foram aqueles que ignoraram todo o conhecimento filosófico sobre o assunto e taxaram aqueles que eram contra de serem velhos, chatos, preconceituosos e ultrapassados, eles, em nome da seu novo modo de ser, e só pelo fato de ser novo, e que não poder ser criticado sem que o critico seja rotulado de chato, que deram o espaço para anomalias como a arte moderna fossem incentivadas, aumentadas, de estagnar a arte, o belo e a essência das coisas não passar de uma figura abstrata que você interpreta de qualquer forma, ao seu bel prazer. Para o novo, o novo não deve ser criticado, e isso é um fato, mas isso muda, ironicamente, quando esse novo ser torna velho (algo que, no começo desses movimentos, não era pensado: a velhice), a geração mais nova toma o título de jovem para si, e a mais antiga, assim como a outra, embora seja bem menos criticada, toma o antigo e odiado rotulo de velho, um bom exemplo é o movimento hippie, que era um movimento todo moderno de contracultura mas hoje é quase que um sinônimo de loucura para a sociedade mais nova.
Os movimentos da década de 60, 70 e 80 foram desta forma, e é difícil achar neles uma tolerância com um pensamento diferente a respeito deles. É quase que impensável, para muitos, comparar um quadro de Rafael Sanzio com alguma pintura que retrata, por exemplo, a vida punk, mas por que isso seria impensável? Dizem apenas que não se pode comparar, e realmente, para que toda uma filosofia desregrada possa sobreviver a própria crítica que eles tanto esbanjam ter, pois basta apenas uma pequena comparação entre essas obras, que já se pode ter uma noção do que é melhor e o que é pior, em termos de expressão artística. O curioso  é que a hipocrisia é raramente notada e apontada por parte da classe pensante no mundo (até porque uma boa parte dela se identifica com algum desses movimentos), aqueles que mais gritaram em prol da crítica são aqueles que menos a aceitam, e os grupos mais modernos também tem essa característica, mas com a diferença é que uma parte da geração nova do século XX conseguiu influenciar, através da música muita vezes, a geração atual, e nessa geração atual é que nasceu o grupo dos emos, e depois desse o grupo dos ditos "coloridos", esses, com a falsa noção de crítica já no inconsciente coletivo, conseguiram adulterar mais ainda a música com o seu execrável expressionismo (não que a música já não tivesse problemas nela antes, mas ao menos, havia um estudo sobre ela, no Rock, por exemplo, os cantores e as bandas sabiam cantar e tocar, ou até mesmo criar obras de arte com as suas músicas, não é todo o caso de rock antigo que é assim, porém, o rock não teve isso tirado pela sua própria rebeldia em todos os casos, em uma grande parte deles, a música só é dita boa pelo efeito nostálgico que ela tem) pós-moderno, e, o que é mais irônico ainda, a parte da nova geração que foi influenciada em uma velha que critica essas tribos novas (exemplo: rockeiros criticam coloridos), esquece totalmente o antigo grito que tinham em prol da crítica ao antigo e o levantar do novo.
A rebeldia de vários grupos desencadeou o que os primeiros dessa rebeldia  provavelmente não queriam, a estagnação pelo relativismo, já que ele era o motor e combustível das críticas que tinham, o relativismo que foi dado ao bom gosto e ao belo foi o causador da parada do progresso artístico em várias camadas da civilização, é claro, que isso tem mais relevância em algumas do que em outras, todavia, em aspectos gerais, esses grupos sociais influenciaram muito a sociedade Ocidental desdo último século até hoje, e isso, dentre outros fatores é que ajudaram a criar a sociedade doente que temos atualmente, uma sociedade que rejeita a crítica, a filosofia clássica, o belo, a moralidade e uma vida de acordo com os valores da família e etc, em resumo, esses grupos foram um dos responsáveis que alavancaram a sociedade hipócrita que temos hoje. O problema em si não é a existência desses grupos, o problema é a radicalidade que eles tem ao tratar do antigo, ou como alguns gostam de dizer: "retrógrado".



  • * Quando me referir as tribos, não significa que todo um conjunto de acontecimentos futuros será culpa única da tribo que usarei com exemplo, ou seja, a culpa não é unicamente das pessoas daquele grupo social específico, não coloco a culpa da deterioração da arte em geral em sima desses grupos, mas sim os responsabilizo pelo aumento e incentivo a deterioração da mesma. E quando me refiro aos grupos, não quer dizer que todos os integrantes deste grupo pensam da mesma forma, alguns, de alguns grupos até, pensam diferente, mas em meu texto me refiro a consequência no geral que foi causada pela maioria que representa o grupo, se você não tem a mesma opinião sobre este tema, então não faz sentido se sentir atingido. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Então vamos ser críticos!

"Para que se pense que são sábios, eles criticam até o céu." (Fedro) 

Napoleão Bonaparte, no golpe de Estado de 18 de Brumário, de François Bouchot
Crítica*... uma palavra tão usada e abusada que é proferida como se fosse algo seguro e latente na mente de todas as pessoas que vivem um pensamento pós-moderno, tem-se até, oque é bastante irônico, uma "militância pró-crítica" que é incentivada no imaginário popular, é quase até um chavão moderno a palavra crítica, ou a frase "vamos ter senso crítico" (na verdade, essa última realmente é um chavão), mas será mesmo que a sociedade é tão crítica assim? Por que será que  nesse mundo contemporâneo as pessoas se acham tão críticas desta forma? E por quê existe a presunção contemporânea de se pensar que nós somos mais avançados e melhores que as sociedades anteriores, por causa de um suposto senso crítico mais avançado e moderno?
Soberba coletiva, isso seria um termo mais do que apropriado para descrever a maioria do o imaginário popular e acadêmico pós-moderno. É comum uma sociedade se achar melhor do que a anterior, nos registros históricos isso sempre ocorreu, mas o nível de ferocidade e presunção atuais são assustadores, com efeito, as pessoas (a maioria) que pertencem a alguma "tribo" moderna (emos, " rockeiros ", coloridos, góticos, nudistas e etc...), que é influenciada por algum pensador ou corrente de pensamento pós-moderno se acha superior, e muito superior, a algum padrão antigo, e a auto-imposição de um suposto senso crítico no meio dessas "tribos" para que a rebeldia seja praticada e incentivada dentro dessas respectivas tribos que compõem uma série de outros grupos que formam a sociedade como um todo. Até mesmo, se formos para além da esfera das tribos sociais, a sociedade se vê influenciada pelo pensamento de poucos, não que isso seja anormal, o fato de poucos influenciarem muitos,  o problema em questão é o tipo de "grito de guerra" que se usa na sociedade, isto é, a falsa noção de que criticar é simplesmente negar o velho e aceitar o novo, não que eles não aceitem algum padrão antigo, mas tudo aquilo que se tem como antigo, ou seja, conservador, eles renegam com uma veemência quase que religiosa (ás vezes até mais que religiosa), ou seja, em um debate, se um conservador dá um argumento, bom e bem embasado na lógica e etc, a primeira ação de alguém que tem uma mentalidade pós-moderna tem é, antes de tudo, xingá-lo de preconceituoso, homofóbico, xenofóbico, intolerante, fascista, nazista dentre outros adjetivos, mas tudo isso sendo movido pelo dito senso crítico que eles dizem ter, porém, será mesmo que eles tem uma noção da crítica?
Existem várias explicações, e uma parte delas bem satisfatórias e bem feitas, sobre como uma sociedade embasada em uma moral judaico-cristã, se transformou um uma sociedade com uma diversidade de grupos sociais dentro dela nunca antes vista. A diversidade de grupos nunca foi novidade dentro de uma sociedade, mas uma diversidade que tem como união de pensamento, a intolerância com o conservador (intolerância essa que é criada, por uma deturpação do sentido da crítica), nesse caso, a intolerância com o antigo, é um fato anormal e perigoso dentro da mesma. É bem comum escutar, das pessoas que acham que tem senso crítico, em um debate a seguinte frase: "não estamos mais na Idade Média", ou, ainda mais hilário e pior na minha opinião, "estamos em pleno século XXI...", mas essas pessoas não fazem a mínima ideia de que estão começando todos a pensarem igual neste caso, e quando isso ocorre é porque a noção de senso crítico sobre aquele assunto não existe mais, pois a crítica ao pensamento maioritário e atual é impensável e sinônimo de intolerância para quem tem uma mentalidade contemporânea. Querer ter uma moral ou propagar uma moral que era praticada antigamente é considerado um ato irracional para a mentalidade atual! E o que isso tem a ver com o falso senso crítico da sociedade? O que tem a ver é que ele não existe, o tal senso crítico resume-se a um bando de papagaios, papagaios esses que censuram os outros de pensarem diferente. Não é o preconceito normal e habitual que uma sociedade qualquer tem ao testemunhar o diferente, é a censura pesada e judicial que tentam causar a quem pensa que, por exemplo,o homossexualismo é pecado, existem projetos de leis querendo simplesmente censurar uma cultura de 2.000 anos de idade!
Isso que se propaga não é senso crítico, mas sim uma pura e notória alienação em larga escala, alienação que é alimentada com sofismo e uma falsa noção de pensamento crítico! Não significa que, uma posição conservadora é incriticável, até porque os próprios conservadores criticam-na a todo momento,  porém, criar uma intolerância com o passado e quem tem um pensamento baseado nele é um ato agressivo e  até mesmo ditatorial, até porque a bandeira que levantam é da tolerância, infelizmente, ao que tudo indica, a tolerância das ideias modernas. 
Tanto se fala de ter um pensamento crítico nas universidades e escolas, e tantos são os arautos na mídia que  dizem o mesmo, mas se é para ter um pensamento crítico, por que não criticar a si mesmos? Por quê não criticar aquilo que dizem que é certo? Quer criticar a conduta conservadora? A moral judaico-cristã? Não tem nada de errado, mas por que aquilo que é dito como moderno não pode ser criticado? Oque se tem feito hoje não é construir uma sociedade melhor e com uma mente mais aberta, oque se tem feito foi se construir uma sociedade que não sabe o que é crítica, porque se pensa que ser crítico, em termos de conduta moral em larga escala, é criticar a Bíblia, a Igreja, o conservadorismo, as religiões, o antigo, e não criticar o novo,  atual, ou as próprias convicções, e uma sociedade alienada e com uma das mentes mais fechadas já vistas na história da humanidade até então.


  • *Crítica em relação a questionamentos.
  • Sobre a imagem usada nesse textoEssa imagem representa o golpe de estado feito por Napoleão, o fechamento do conselho dos 500, a coloquei aqui para representar o que a falta de um verdadeiro senso crítico faz com a pessoa, ela não critica os próprios ideias, é como se um congresso fosse fechado e as ideias fossem ditadas por um ditador dentro da pessoa.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ler e pensar, pensar e ler...

"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro" (Henry Thoreau).

Jovem rapaz lendo à luz de vela, de Mathias Stomer
Antes de começar o assunto que devo tratar, tenho que dar uma "explicação". Quem acompanha o blog deve ter notado que o assunto em pauta repete-se duas vezes em meus textos, isso deve-se pela intenção que tenho em aprofundar mais e mais os temas tratados em meus textos, não que eles não venham a repetir-se novamente em futuros textos, com a intenção aprofundá-los, corrigi-los ou acrescentar novos pensamentos a eles, mas decidi que seria bom e proveitoso ter o assunto repetido no primeiro texto seguinte depois dele. Isso deve responder possíveis questionamentos e perguntas nos comentários.

Em meu último texto (o estilo do meu texto anterior é variado porque além de ser um texto explicativo, também é um texto de caráter crítico), fiz uma crítica a queles que desprezam e negam os benefícios da literatura fictícia em suas vidas (vejam em: Para que ler Ficção?), em uma parte do texto disse que a leitura de obras fictícias tem como destino, o mesmo que as obras de gênero acadêmico e filosófico, ou seja, te deixar mais inteligente, afirmei isso com referência a o bem que a leitura fictícia proporciona, mas não fiz referência a leitura em si mesma, isto é, não me referi como a leitura em geral pode nos ajudar intelectualmente. Sei que essa noção já é quase que universal na mente da maioria das pessoas atualmente, seja no Brasil, seja no globo inteiro, todavia, é fácil ter uma ideia de como se adquire conhecimento pela leitura, só que, não são ideias que movem o mundo (como diria Olavo de Carvalho: "você já viu alguma ideia ser eleita presidente da República?") e sim atitudes movem o mundo, a prática dessas ideias movem a civilização e a pratica não tem sido praticada, e muitas vezes, até mesmo, adulterada, pois lendo é que se adquire conhecimento, mas isso depende, em todo caso, do que você está lendo, ou seja, que "lado" você lê, unicamente um lado ou os dois lados de um assunto controvertido qualquer?
No começo de uma vida de leituras, temos que ter em mente que não só a literatura da ficção tem um papel grande em nossa vida intelectual, literaturas de cunho acadêmico (livros tratando de faculdades das ciências em geral) e filosóficos (livros que tem como assunto as questões existenciais, essenciais e etc da realidade como um todo), o estudo de livros atuais tratando das ciências em geral é de demasiada importância, seja para o ramo profissional ou para o simples prazer de conhecer algo novo em algum campo da ciência, tanto das ciências exatas e bio-médicas quanto das ciências humanas, a filosofia confunde-se nesse aspecto, todavia, um filósofo que tem o seu trabalho com apenas intenções acadêmicas (academicismo) não busca aquilo que os Senhores da filosofia (Sócrates, Platão e Aristóteles) buscavam com o pensamento filosófico (tratarei da filosofia em outro texto), portanto, a filosofia não se trata só de questões acadêmicas. É comum a todo homem a busca pelo saber, e a leitura é uma porta de proporções oceânicas para obter conhecimento, um livro abre portas para um mar ainda não descoberto, onde você pode navegar e efetuar novos descobrimentos a todo momento em que você passa de uma palavra para outra. Não se deve começar, porém, em qualquer caso, a ler livros demasiados avançados para você mesmo, deve-se ter um conhecimento básico antes de ler algo, ou seja, deve-se ter um pensamento próprio antes de tudo.
Mas o que seria ter um "pensamento próprio"? Ter um pensamento próprio (primário) é começar a "entender", indagar, questionar e até mesmo aceitar (depois de pensar sobre o assunto) o "mundo" a sua volta, não significa que esse pensamento representa a verdade das coisas a sua volta, mas é o começo  de uma mentalidade mais desenvolvida e apurada, tal coisa deve ser estimulada e melhorada por toda a vida  de quem está determinado a descobrir alguma verdade em qualquer campo. O pensamento próprio em si, além de ser o primeiro passo na vida de um pensador, é oque proporciona a primeira bagagem em toda a sua vida, é oque te permite ler sem ser levado, inconscientemente, a ler só uma tipo de livros sobre aquela específica área e a desconsiderar a opinião de outros que não concordam em um determinado assunto, no entanto, ele é, nada mais nada menos, do que um "pavio para um barriu de pólvora", para um pensamento mais elevado, após ter o primeiro contato com a leitura, depois de adquirir o pensamento próprio, é necessário (assim como também será necessário nas leituras) refinar seus pensamentos, para isso, o método socrático é o perfeito para aprofundar-se mais nos estudos (tratei desse tema neste texto: Como conhecer algo novo?).
A leitura é o abrir das portas para as possibilidades da mente humana, não obstante, o tratamento que se deve dar a ela é de suma importância, pois ler apenas um "lado" de uma matéria específica é danoso para o entendimento da mesma. No nosso cenário atual, se alguém faz um estudo sério de alguma matéria (Leandro Narloch é um exemplo, em seus livros ele apresenta uma vasta e aprofundada bibliografia histórica, porém, nunca recebe uma crítica negativa séria, isto é, nem uma que tenha uma bibliografia maior ainda para contestá-lo, no caso de Narloch, o acusam de ser direitista e de cometer parcialidade histórica, mas só o acusam, refutar os seus argumentos com fatos históricos, os esquerdistas, ou quem acredita na história escrita por eles, não fazem), e oque foi tirado deste estudo representa uma verdade que possa prejudicar algum "lado", o lado prejudicado, tem como reação imediata e sem pensar duas vezes, como se fosse uma reação química, o acusa de não mostrar "os dois lados", todavia, a falta honestidade intelectual é do acusador, pois o imparcial é ele, que, quer ver dois lados em um caso que só tem um lado. Esse erro deve ser auto-combatido dentro do próprio estudioso ou pensador, ler um livro que tem uma resposta para um assunto completamente diferente da resposta do seu autor favorito, não significa, de imediato, que o outro autor seja imparcial ou que ele esteja errado no assunto abordado. Não é a concordância com o seu pensamento que faz a verdade ser verdade, tão pouco uma pluralidade de opiniões em uma obra, e sim oque esta obra apresenta para atestar tal verdade, quer você goste ou não. A aceitação do fato de que a verdade não depende exclusivamente da sua linha de raciocínio, te da a capacidade para ler diferentes livros sobre um assunto que deve ser tratado, a honestidade intelectual é essencial para o aprendizado de qualquer  matéria.
Leitora cuidadosa, de Franz Dvorak
Estudar os dois lados de um tema tema é importante, embora estudar seja diferente de exigir os dois lados em qualquer caso, verificar fontes diferentes e até divergentes para averiguar alguma verdade é honesto e um ato honroso, porém, quando essa faze é passada e seus estudos apontem para um lado, querer os dois lados como conclusivos é um ato idiota, ou dependendo da intenção, desonesto. Quem pesquisa deve sempre estar atento a este fato, atento para o mesmo não cometer esse erro. Tendo um pensamento próprio, e o enriquecendo com aprofundamentos dentro deles mesmos, faz com que a sua opinião sobre determinado assunto cresça em termos de conteúdo e seriedade, o mesmo deve ser aplicado nas leituras sobre algum tema, deve-se sempre ler algo, tendo em mente no momento da leitura o que tal texto quer transmitir e passar, ter uma opinião, sempre bem fundada e bem pensada, fazer a auto-critica e aí  sim poder atestar algo, embora a verdade absoluta seja, em todo caso, algo difícil de se encontrar, não é impossível de se achar (dado que se alguém afirmasse que a verdade absoluta é impossível de ser encontrada pelo homem, isso seria uma verdade absoluta, logo, esse argumento é auto-contraditório), o cuidado que deve ser sempre grande e muito bem feito, pois pode-se ter falhas, e talvez, tais falhas prejudiquem todo o entendimento sobre a matéria em questão.
Ter um refinamento da leitura e do pensamento é de importância primordial em qualquer estudo em sua vida. Assim é que se chega a verdade sobre uma faculdade, que por você é estudada, seja ela qual for, ler e pensar são, sem nem uma dúvida, oque fazem o verdadeiro pesquisador. A conclusão é: Sem um pensamento aprofundado o ato de ler não serve de muito e sem uma leitura aprofundada o pensamento também não será dos melhores.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Para que ler ficção?

"Quando a lenda é mais interessante que a realidade , imprima-se a lenda" (John Ford)










Tenho notado, com bastante desapontamento, que uma boa parte das pessoas não faz ideia do que seja, ou, para que serve a "literatura fictícia", seja ela de ficção científica (como as obras de Isaac Asimov), ficção fantástica (como a obra As crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin) ou até mesmo de ficção comum (como os romances de Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle), infelizmente, no meio cultural atual, não se quer mais ler e as consequências disso são pesadas e preocupantes para a mentalidade da nação. A leitura de obras literárias é de demasiada importância para a formação moral e intelectual do indivíduo, isso se deve pelo fato de que a pluralidade de personagens diferentes, com comportamentos e moralidades diversas, e isso acrescenta em nossas mentes, noções mais aprimoradas e refinadas da moral e da ética, isso fora as lições de vida que tais literaturas dão para o leitor, lições essas, que, dependendo do caso, nunca foram dadas em sua criação ou até nem serão dadas em toda a sua vida.
Infelizmente a massa do Brasil simplesmente renega tal virtude para si mesma, a cultura popular é a grande culpada, em um lugar aonde as pessoas só querem saber da vida dos famosos e "oque eles comeram sábado passado no Rio de Janeiro", em um lugar aonde as pessoas assistem Big Brother e ainda não tem a vergonha de dizer que veem tal lixo na programação... as pessoas, quando veem outra pessoa lendo um livro grosso, veem aquilo com admiração, mas por que elas não buscam tal virtude para elas mesmas? Por quê alguém prefere ver filmes a ler livros? Nada contra a sétima arte... mas negar esse tipo de conhecimento é um ato de burrice.
Deixar de agregar algum conteúdo bom e proveitoso dos livros, pelo fato de serem grandes ou de ser "tedioso ler" (devemos agradecer a educação paternal, cultural e escolar por isso) não ajuda em nada um país com uma carência intelectual enorme como o Brasil. Quer mudar o país? Comece a pensar, daí comece a ler, e francamente, nem na primeira etapa chegamos ainda, a mentalidade comum está cheia de chavões e slogans politicamente corretos, que a princípio, aprecem até bons, mas olhando com mais profundidade só estragam mais e mais a mente da pessoa, frases do tipo: "vamos ter a mente aberta", no final das contas só servem para todos pensarem igual e terem a mente mais fechada do mundo. São pessoas como essas, em sua maioria, que fecham os olhos para a boa leitura, e no final das contas reclamam do país que tem. 
A politica é o reflexo da sociedade, se a politica no Reino Unido é melhor do que a nossa, temos que ter a humildade de aceitar que a sociedade britânica é melhor (não em todos os aspectos) do que a nossa também. Um livro, que para o brasileiro comum é grande, para um francês é um livro quase que de bolso, isso mostra o porque da precariedade cultural do Brasil, o brasileiro não lê! E nem se quer deem uma gota de atenção a aqueles que dizem que "a culpa é histórica...", culpa histórica!? Nós não vivemos no passado, nós somos oque somos agora, se vários fatores levaram a essa decadente realidade, no passado, muito bem, estudem história e não os repitam, somos oque somos agora, e agora temos capacidade para a mudança, e neste momento que temos essa capacidade, temos uma sociedade que não suporta a leitura e o bem que ela proporciona!
A função que a literatura fictícia tem, é a mesma da literatura acadêmica e filosófica tem: te deixar mais inteligente. As obras mostram, muitas vezes, alegorias da realidade, e isso é de uma enorme importância também para análises históricas de sociedades antigas, e até mesmo servem para estudos do comportamento humano para a psicologia. A prática da leitura agrega conhecimento e certas noções nas pessoas, noções essas, que podem ser desconhecidas, pois a leitura de obras estrangeiras trazem novos horizontes para a nossa realidade de vida, o fato de nossa sociedade ser tão pobre culturalmente assim deve-se, entre outros fatores, a renuncia atual que a massa tem da leitura, pois elas negam todas as vantagens essenciais que a leitura fictícia proporciona, uma pessoa até pode questionar a função que ela terá em sua vida, e com isso, pela falta de funções, ela não queira ler, todavia, ela pode estar negando algo que afeta a sociedade como um todo, e a afeta também! Se menos pessoas fossem egoístas com os seus cérebros, menos pessoas passariam fome, necessidades, seriam subjugadas e não teriam vergonha do arrependimento de não ter tido uma boa formação mental.
E por fim, ter uma leitura te leva para outras vidas além da sua, isto é, te proporciona aventuras e jornadas que jamais seriam possíveis de acontecer, te leva para lugares fantásticos, incríveis, lindos e épicos, te coloca na pele de personagens maravilhosos, tristes e medonhos, faz você ficar curioso, com medo e com suspense em um único livro, em uma única obra pode-se rir e chorar, pode te fazer pensar sobre algo novo ou repensar certas coisas, faz você viver outras vidas, alguém pode até dizer que os filmes, jogos, peças e séries também fazem isso, mas nunca chegarão as pés de um bom livro, todo filme baseado em livro é inferior ao livro. Lendo eu já estive nos poemas de Dante, e na pele dele estive, passei pelos os nove círculos do Inferno e subi a colina do Purgatório com o poeta Virgílio me guiando e conheci o Céu com Beatriz ao meu lado (A Divina Comédia, de Dante Aleghieri), Já estive com o Lorde Eddar Stark, senhor de Winterfell, e quando a comitiva do Rei Robert Baratheon chegou ao Norte quando lhe foi pedido para ser a Mão do Rei (Guerra dos Tronos, as Crônicas de Gelo e Fogo, Volume I, de George R. R. Martin), já investiguei e pensei por dias a fio com Sherlock Holmes para descobrir oque estava por trás dos assassinatos nos pântanos da prisão Dartmoor (Sherlock Holmes, O Cão dos Baskerville, de Sir Arthur Conan Doyle), já vivi uma jornada épica e inesperada com Bilbo Bolseiro para resgatar um tesouro das garras de um dragão (O Hobbit, de J.R.R Tolkien) e já estive no mesmo lugar que Ebenezer Scrooge quando o Fantasma do Natal Passado o visitou em uma madrugada no Natal em Londres (Cântico de Natal, de Charles Dickens), ou seja, não tenho só a minha vida, tenho 19 anos e já tive várias, que nem em seus maiores sonhos, as pessoas que não gostam de ler terão! Eu vivo a minha vida e já vivi outras várias, e quem acha isso chato ainda vive na sua vida monótona e, acima de tudo, CHATA.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Como conhecer algo novo?


"O Verdadeiro Conhecimento vem de dentro" (Sócrates)

Para você conhecer algo novo, antes é preciso saber se tem realmente a certeza de que se sabe alguma coisa, ou seja, tu tens certeza de que sabes de algo que tu julgas saber? No meu último texto (O conhecimento e quem o procura) abordei o tema "Saber" (embora no título estivesse a palavra "conhecimento", ele se engloba no tema "saber") e no meio dele me referi a um pilar socrático na filosofia, pensei em continuar o tema me concentrando nele, pois ali Sócrates ensina que só tendo um verdadeiro conhecimento interno, no caso, questionando (criticando) o que você supostamente sabe para chegar a uma certeza (verdade)
Mosaico de Pompeia mostrando a Academia de Platão, século I
É muito tentador tratar do tema verdade aqui, mas creio que isto atrapalharia o propósito principal deste texto, no entanto prometo que escreverei algo sobre a verdade em si (quando me refiro a verdade estou querendo tratar dos temas: Existem verdades absolutas? A verdade muda? A verdade é relativa?), mas vejo que é necessário "arranhar a superfície" deste tema só para dar uma ideia introdutória.
Para alcançar a verdade precisamos, antes, saber se nós mesmos sabemos de algo que julgávamos saber, por exemplo, se você quer aprender sobre política e pensava saber algo de política, é necessário, antes de formular seus pensamentos sobre ela, criticar todas as suas opiniões pessoas sobre a matéria em questão. Para formular um bom pensamento e encontrar a verdade, antes, deve-se ter a humildade de se reconhecer que a verdade é universal e imutável, e que é muito difícil para o homem concebe-la em pensamento, mas mesmo que se duvide de que a verdade é imutável, deve-se ter em mente de que para você afirmar isso, alguma certeza, ou seja, verdade, esta embutida em seu pensamento, deve-se notar que se você questiona a verdade em si, para fazer isso você deve considerar que a inexistência de uma verdade imutável é uma verdade imutável. Pensar que a verdade é mutável é altamente prejudicial a qualquer aprendizado e um freio imediato a busca do conhecimento, pois isto é um pensamento sofista, ou seja, um pensamento auto-contraditório, que só sobrevive devido a incapacidade do pensador se auto-criticar, de conhecer a si mesmo, de conhecer os seus próprios pensamentos. O sofisma, é um freio enorme para o avanço da razão, uma pessoa que não critica as suas próprias convicções antes de falar alguma coisa não é apta para nem um pensamento profundo, e sua mente fica boiando no infinito da superficialidade que ela criou.
Portanto querer parecer critico negando (que é muito diferente de criticar) certas ideias sem mais nem menos é um ato que paralisa e torna incapacita uma pessoa de ter um pensamento mais sério e de bases sólidas dentro do próprio pensador. Pegar um pensamento qualquer da sociedade e apenas critica-lo pelo seu modismo é um ato imprudente e infantil, as pessoas que fazem isso, com certeza, nunca fizeram uma auto-critica, tentando ver se ao menos sabem do que estão pensando ou pior, falando, a maioria das pessoas que fazem isso, fazem sem ao menos saber que a palavra sofismo existe, mas sabendo ou não da sua existência, com certeza ele impera em suas mentes, tanto que elas afirmam terem um pensamento critico mas não passa de puro papagaísmo, ou seja, repetições de chavões e frases-feitas que estão sendo difundidos por algum tipo de arauto ou meio de comunicação, contudo, isso não quer dizer que todas as pessoas que concordem ou apoiem ideias transmitidas por esses sejam ignorantes ou sofistas, pode ser, que de alguma forma eles encontraram alguma razão em alguma palavra transmitidas por esses meios ou arautos, mas isso é demasiado raro, levando em conta o cenário intelectual em que vivemos.
Considerando que relativizar aos extremos para derrubar esse fato, em nem uma hipótese, leva a algum lugar proveitoso para o saber, a auto-critica é essencial para o começo dele, Sócrates, em sua Maiêutica, antes de conduzir seus discípulos a terem uma nova opinião sobre algum assunto em questão, ele incentivava seus alunos a duvidar do seu próprio conhecimento a respeito de algum assunto, depois levava a eles a conceber uma nova ideia ou uma nova opinião sobre o assunto em questão, isso não significa, abandonar o seu antigo pensamento por um novo totalmente diferente, poderia até ser isso, mas também poderia ser uma evolução e melhora do seu próprio pensamento, sendo assim pode-se encontrar respostas para determinadas perguntas de forma mais fácil e segura. Assim que se começa o conhecimento de algo novo.
O rato de biblioteca, de Carl Spitzweg.

Depois de aplicar este método a sua vida intelectual, aprender pelo conhecimento deixados por outros é de uma importância colossal para quem quer ter uma busca pelo conhecimento, para tal, nunca se deve negar a leitura, em geral, para adquirir mais conhecimento para si. Ler é um ato prazeroso e edificante para todo e qualquer ser-humano, seja uma literatura direta sobre alguma matéria em questão, ou a literatura fictícia, aonde, a primeira vista, não serve de nada, mas ela sempre acrescenta algo a nossa moral (tratarei disso em outro texto, mais especificamente), mesmo alguns livros terem ideias erradas e ruins, como disse no meu texto anterior (O conhecimento e quem o procura), sempre terá algo a acrescentar de bom a sua mente. 
Não apenas o exercício da leitura é essencial para o conhecimento, a procura de filmes, palestras, peças e etc, pode acrescentar também a sua mente, mas sempre deve-se lembrar que a verdade é algo difícil de se encontrar, e mesmo que você concorde com algo, mesmo aplicando a auto-critica, existem chances de você estar errado porque pensou, involuntariamente, em algo errado na auto-critica (para avaliar se existe algo errado em seu pensamento, além da auto-critica, é necessário o debate) , isso não quer dizer que você não esteja procurando o conhecimento. 
O uso da lógica é de imensa importância, assim como todos os outros acima, pois sem ela, o próprio auto-questionamento não funcionaria, e a análise e crítica (positiva ou negativa) de livros, peças e palestras seria impossível! Apenas com o exercício continuo da lógica se pode fazer críticas, a lógica pode ser exercitada lendo princípios básicos da filosofia (mãe de todas as matérias), pensando sobre vários assuntos atuais ou não, algo que é de grande importância é aprender com algum filósofo (deve-se diferenciar filósofo de sofista, hoje os filósofos são bem poucos, pois a maioria aderiu a algum pensamento sofista) contemporâneo a você mesmo, ou formar bases da filosofia clássica, e estuda-la cronologicamente. Pessoalmente eu não tenho tanta experiência na lógica, por isso esse parágrafo foi breve, creio que estudei o básico dela, mas não me aprofundei ainda, coisa que todos devemos fazer em qualquer matéria para obter conhecimento. Em resumo, estudar filosofia, e a filosofia de sua matéria, é de suma importância para buscar qualquer tipo de conhecimento, pois a necessidade do conhecimento é latente na mente do homem, o homem é um ser que busca, e sempre buscará conhecimento. 


quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Conhecimento e quem o procura

Farei como fez Luiz Carlos Prates, para quem não o conhece,  Luiz Carlos Prates é um comentarista (mil vezes melhor do que Jabor, em minha opinião) do Jornal do SBT, um homem a quem respeito muito e de opiniões nas quais reservo muita atenção.
Em uma estréia no jornal televisivo (Jornal do SBT, Rio Grande Manhã) ele citou a brilhante frase de Machado de Assis: "Não sejas muito doce, te comem, nem muito amargo, te vomitam", e será inspirado nesta frase que tratarei o meu primeiro assunto  neste blog.
Pensei em tanta coisa para escrever aqui, desde uma introdução a filosofia, o entendimento dela, ou até mesmo a básica introdução ao pensamento filosófico... Poesia também não seria um tema de porte adequado para o meu "primogênito" neste blog, pensei em filosofar sobre os sentidos, sentimentos, apresentar um pensamento sobre as estruturas linguísticas e a lógica que elas tem como base e etc... enfim, existem uma infinidades de coisas a serem tratadas neste blog. Mas eu decidi não ter uma salada de assuntos enrolados e misturados uns nos outros, por minha parte, aqui, na verdade, pensei em ter um raciocínio agradável sobre algo que chamo de "humildade do conhecer", em simples palavras escreverei sobre o que um verdadeiro "homem do conhecimento" tem como atitudes e princípios a serem estabelecidos a cada dia em sua própria vida.

Personificação da Sabedoria na biblioteca de Éfeso, atual Turquia.

Começando com a definição de conhecimento na sua mais profunda essência:


Conhecimento, algo tão importante mas tão ridicularizado e rotulado como chato atualmente, deveras, a obra "Elogio a Loucura", de Erasmo de Rotterdam seria bem válida atualmente. O conhecimento nunca deveria ser censurado e sua busca, nunca deveria ser interrompida, mesmo quando te indagam: "mas por quê você estuda isso se não var servir para a sua vida?", tem que se entender que as pessoas que te perguntam isso não conhecem a beleza e grandeza do conhecimento por si só. O homem é um ser que busca respostas, e o homem não é um ser de uma única faculdade mental, mas sim de uma universidade, pode-se até não querer aprender certas matérias ou conhecer novos pensamentos, mas nunca afirmar que o conhecimento não serve de nada se não nos ajudar a ter uma vida financeira, se todos os homens pensassem com este nível de estupidez jamais teríamos chegado ao ponto que chegamos em termos de desenvolvimento artístico, filosófico, cultural, tecnológico, político, médico e etc, portanto, desde já, afirmo que a busca pelo conhecimento, em qualquer matéria, é uma virtude a ser admirada e louvada pelas pessoas, ao invés de ser taxada como "chatice" ou perca de tempo (e dinheiro).
Mas embora o fato de existirem ignorantes, até mesmo ignorantes na essência do conhecimento, como expliquei, o conhecimento é tão grandioso que existe uma característica em seu ser, é algo que chamo de "a humildade do conhecer", todo pensador deve te-la e ele deve saber que sempre é difícil, não de te-la, mas de sustenta-la, isso se deve ao fator sabedoria que todos os homens tem e que conseguem transmitir algum bem dela, é verdade que isto só ocorre porque nada é intrinsecamente mal, tudo em sua essência tem algo de bom e de proveitoso, e por lógica, tudo e todos tem algo a ensinar, daí entra o conhecimento.
Um filósofo sabe que para começar o exercício da filosofia tem que abandonar a timidez e a modéstia em seus pensamentos, ele faz isso porque precisa se concentrar em chegar a alguma verdade e ficar se atropelando com timidez e ficar fazendo frenagens por causa da modéstia, isso, em hipótese alguma ajudaria ele a chegar em seu objetivo, porém, sabe-se que o conhecimento exige uma humildade interna do pensador , e aqui nota-se uma certa contradição nestes princípios, contudo, abandonar a modéstia no pensar é diferente de abandonar a modéstia no conhecer. Um homem que pensa que sabe de tudo e que não precisa de ninguém para aprender alguma coisa é um ignorante, por mais conhecimento que ele tenha, uma regra universal é que ninguém pode ter todo o conhecimento do mundo, neste caso a falta de modéstia é prejudicial para o exercício do conhecimento, no entanto, se elevarmos a modéstia em pontos extremos dentro de um pesquisador ele nem se quer poderá fazer alguma afirmação sem taxar a si próprio de soberbo, pois se ele afirma que alguém está errado, por conseguinte, ele se censura internamente dizendo a si mesmo que "ninguém é dono da verdade", se ele faz isso, além de ignorante, ele é um louco que dá um passo para frente e três para trás, nunca chegará a algum lugar com modéstia em seus raciocínios. 
O verdadeiro filósofo deve ser honesto com sigo mesmo e com os outros. No Oráculo de Delfos estava escrito " γνῶθι σεαυτόν" ("Conhece-te a ti mesmo"), tal frase foi a fundação de todo pensamento socrático, e a Maiêutica Socrática é essencial para todo e qualquer pensador, esse exercício lógico deve existir em cada filósofo, com isso quero dizer que todo filósofo deve ser humilde e questionar-se sempre para encontrar  a verdade, mas isso por si só é uma humildade, entretanto uma humildade mais sincera e honesta.
Como a questão da humildade do filósofo já foi estabelecida, a humildade do conhecimento, também deve ser estabelecida, todo homem pode aprender algo de bom com o outro, uma pessoa que acredita que não necessita aprender nada pois retem todo conhecimento do mundo é incapaz de crescer e evoluir como pessoa e pensador, na prática  esta pessoa chega a um ponto alto, mas ela é superada com muita facilidade em termos quantitativos de conhecimento. Todo e qualquer ser-humano tem algo novo a ensinar que possa engrandecer alguma virtude, mesmo até, os assassinos, um exemplo seria Adolf Hitler, em termos de ideologia ele não poderia acrescentar nada de bom a humanidade, porém, em termos de oratória aquele homem tinha um dom jamais visto antes, ele poderia ter usado ela para o bem, mas decidiu ser uma das piores pessoas da história da Terra com ele. Negar o fato de que poderíamos aprender algo de bom até com ele poderia nos privar de usar tal aprendizado para algum bem. De certo, até mesmo com os sofistas (as pessoas mais contraditórias da Terra) podemos aprender algo de proveitoso, um pensador que tenha esse princípio (o da humildade), jamais poderá ser um filósofo dito, mas sim, se tiver sorte, um filosofante imóvel.
De certo são raras as pessoas que pensam que sabem tudo, mas não são nem um pouco raras as pessoas que pensam que nunca poderiam aprender nada com aquela pessoa em questão, ou que só se pode aprender alguma coisa com uma certa pessoa ou com um certo grupo de pessoas... isso não quer dizer que, por exemplo, em um debate, nem um lado concede a vitória, que os debatedores ou algum debatedor seja soberbo, mas sim que, de acordo com o andar do debate, ele não está convencido dos argumentos do outro, taxar de soberbo alguém que tem uma opinião bem fundada e que sem argumentos e contra-argumentos plausíveis e bons para mante-la é um ato estúpido e ignorante, deve-se respeitar esse tipo de opinião, mas se a pessoa em questão não tem argumentos bem fundados, aí sim existe um soberbo, ou dependendo do prosseguimento do debate e quem está debatendo não passa de um ignorante que não sabe oque fala, ou um ignorante digno de admiração, aonde debate para aprender mais sobre a matéria em questão, este tipo, não deve ser ridicularizado, mas sim exaltado pela virtude de buscar o conhecimento que tem. 
Tais regras são essências na vida de qualquer pensador ou filósofo (todo filósofo é um pensador mas nem todo pensador é um filósofo), isto não significa que algum filósofo ou pensador que já tenha experiência de vida e de estudo não possa cometer erros como esses, eles até cometem, mas cabe a eles corrigi-los e melhorar depois de cada erro, esta é a tarefa mais difícil para eles, mas desde que sempre visem a verdade e as virtudes, sempre se erguerão desse mal que ataca todo e qualquer homem.

Sejam bem vindos

Olá leitores,bem vindos ao novo blog do nosso amigo Hiago,eu Bernard estarei aqui falando sobre comportamentos da sociedade e tudo mais!!!
Espero que vocês gostem!!!
valeu abraços!!!

Escritores do Blog

Criei esse blog, inicialmente, pensando que seria apenas eu a escrever nele, mas ainda bem que estava errado nesse caso, porque um súbito pensamento veio a mim, de imediato vi, na verdade não vi, sempre tive esta visão, que existiam amigos qualificados para escrever neste blog, e em muitos pontos, bem mais qualificados do que eu em certos assuntos, por isso decidi aceita-los como outros escritores aqui no "Quem vigia os Vigilantes?". Mas  assim como no meu primeiro texto coloquei as intenções que devo seguir aqui, eles também devem ter certas "regras" a seguir, não serão regras censoras e não vão obrigar eles a seguirem ou a minha linha de raciocínio ou até mesmo as minhas linhas filosóficas e etc... eles terão liberdade de se expressar em suas linhas, podendo inclusive, discordar de minhas opiniões sem o menor problema.
Como o blog trata de assuntos gerais com uma abordagem filosófica, e sabendo que existem  filosofias próprias em quantidades de proporções oceânicas, pode-se falar de tudo nesse blog, os exemplos são muitos, mas pretendo dar alguns: Política, Comportamento, Psicologia, Literatura, Poesia, História, Artes, Música, Cinema, Quadrinhos, Moda, Religião e etc... Sendo que se terá toda a liberdade de "falar de", elogiar,  criticar e indagar sobre quase todos os assuntos.
Porém, as críticas, comentários e elogios devem ser todos embasados e bem argumentadas seguindo, coerência, pesquisas bem feitas, pensamentos bem fundados e que tenham uma sólida linha de raciocínio lógico. É claro que o pensamento sobre certas coisas vai se aprimorando (ou não) com o passar dos tempos, logo, assim como eu, eles tem a liberdade de criar certos paradoxos em relação as seus textos passados aqui, desde que escrevam uma espécie de retratação ou correção de pensamento em seus textos. Devo evitar debates entre os próprios escritores, mas debates com os comentaristas não tem nem um problema.

E o mais importante, as regras acima vale tanto para minha pessoa quanto para eles.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Intenções gerais do Blog:

Antes de tudo um pequeno aviso:
Pretendia colocar isto na descrição do blog, mas, para minha surpresa, o espaço dele é limitado para tal, portanto, não se espantem pelo fato do primeiro parágrafo ter idêntico a descrição do blog:

Quis Custodiet Ipsos Custodes? Quem vigia os vigilantes? Quem vigia os vigias? Quem guardará os guardas? Quem irá vigiar os próprios vigilantes? E quem fiscaliza os fiscalizadores? Essas questões foram levantadas pelo poeta romano Juvenal, na Antiguidade. E foram com esses pensamentos que tive a intenção de criar este meu blog, para melhorar os meus próprios pensamentos e compartilhar com as pessoas interessadas em tal, fora o fato primordial de qualquer filosofia: fazer você pensar usando a Razão.

Todavia, não sou um filósofo, tão pouco estou qualificado para ensinar filosofia, me vejo apenas com um apreciador da filosofia na sua estrutura universal, que engloba todas as faculdades da ciência em geral, portanto, os textos que apresentarei aqui, em sua maioria, serão ensaios filosóficos e não trabalhos acadêmicos altamente elaborados e embasados em anos de estudos concretos e sólidos ou muito menos um entendimento absoluto histórico-filosófico-cultural de alguma sociedade e filosofia por essa apresentada, nem me atrevo a tentar fazer tal coisa em termos de filosofia, pois não tenho tempo de estudo o suficiente. Estes ensaios são uma "coletânea" de minhas opiniões e pensamentos sobre a moral, ética, realidade, verdade, metafísica, poesia e assuntos em geral... portanto a maioria delas tem caráter não-conclusivo, poderei, até, mudar de opinião com passar de meus estudos, por este motivo, não se espantem se um dos meus textos entrar em contradição com o outro depois de algum tempo.

Também pretendo compartilhar, em seus respectivos casos, músicas e obras de arte com o passar do tempo, e textos sobre assuntos que englobam a filosofia das ciências, política, teoria política, mitologia e oque nós podemos extrair de seus respectivos contos.

Uma coisa que deve ser curiosa é o título do Blog, esta em Latin e é difícil de pronunciar, no entanto, é a primeira "brincadeira" que quero fazer com os leitores, como esse blog tem por essência o "pensar", então quero que vocês pensem, quero fazer vocês filosofarem, não é necessário comentar abaixo deste artigo sobre essa pergunta, mas sim indagar a si próprio com o desejo de descobrir a verdade, então, sem mais delongas eu vos pergunto: Quem vigia os vigilantes?