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| A Morte de Sócrates, de Jacques-Louis David |
Quem está contra os filósofos? Quem é contra o amor ao saber? Na verdade faz milênios que não existe esse quem, não abertamente como há mais de dois mil anos, mas faz muito pouco tempo que o "ecoar" dele fez estragos a filosofia em suas maiores bases: os professores de filosofia. O sofismo tem crescido muito, há mais de cem anos (alguns diriam há mais de seiscentos) a sua influência tem crescido a níveis assustadores. Outrora os sofistas eram vistos como seres quase que acéfalos pelo meio acadêmico e até mesmo pela população em geral, isso devia-se ao constante atrito que eles tem com a própria lógica em si, isto é, com os próprios argumentos e como eles funcionam, o sofista é aquele que, mais do que todos, usa jogos de palavras, frases-feitas, chantagem emocional, chantagem coletiva, apelo a tradição, apelo a novidade, ataques a pessoas e não a ideias, desonestidade intelectual e etc, para conseguir fazer que uma pessoa, ou que um grupo de pessoas, acredite em algo que ele está pregando ideologicamente, doutrinalmente, ou seja, formas de pensamento que ele crê que a maioria deva seguir.
Não são todos os sofistas que são o que são sabendo disso conscientemente, no fundo, a densa maioria acredita piamente, nas entranhas mais profundas de seu ser, de que estão fazendo algum tipo de bem comum, ou até mesmo que estão a fazer um progresso no campo da razão com seus pensamentos e atitudes, mas se os próprios analisarem os seus pensamentos por um pouco de tempo irão ver que eles entram em contradição com eles mesmos na essência fundamental de sua lógica. A boa parte dos sofistas é sofista não porque não acredita, ou combate, algo que a filosofia prega, propositalmente, e sim porque o pensamento dele está corrompido, ou por ele mesmo, ou por uma corrente ideológica, religiosa e etc ou até mesmo pelo fato de estar começando a pensar sobre o mundo a sua volta de uma forma que ele acredite ser racional, este, talvez nem se quer poça ser chamado de sofista, pois a juventude de seus pensamentos é oque o faz errar, com o tempo, ele irá deixa-los.
A verdade é algo que até mesmo podem acreditar que defendem, com o maior rigor possível, mas para anular um argumento desfavorável ao seu, ele usará, mesmo que inconscientemente, um argumento completamente surreal e descaradamente contraditório e desonesto, em termos intelectuais, se tiverem a verdade como meta (isso mesmo, se tiverem, pois alguns nem acreditar no fator verdade acreditam), estão em profundo paradoxo, não apenas com os seus pensamentos, mas também com o seu próprio ser, pois a busca da verdade é um fato interno em todos os homens, é algo intrínseco a existência do ser-humano. As contradições podem, e na verdade a maioria vai estar, escondia em um jogo de palavras, como por exemplo: "não podemos ter certeza de nada, pois só Deus é absoluto, e se só Ele é absoluto, nem uma coisa que digamos pode ser absoluta, logo, nem uma certeza é absoluta...", aparentemente esse pensamento parece bem coerente, mas se investigarmos mais a fundo veremos que não, pois um pensamento coerente não volta contra si mesmo, isto é, se jogarmos o próprio discurso será notado uma falácia nos argumentos utilizados para provar que não existem certezas por causa do absolutismo de Deus. Exemplo:
Muito embora, os sofistas puros, isto é, aqueles que são o que são por própria escolha e aqueles que odeiam a verdade por amor daquilo que antes, para eles, era verdadeiro, mas agora veem que é falso, sejam raramente vistos vestindo a "camisa" sofista no meio intelectual ou popular, como se fazia na cultura Helênica há milênios, ele está alta e claramente impregnado em quase que toda a filosofia moderna desde René Descartes, onde, abandonando, não propositalmente, isto é, inconscientemente, o caminho que a filosofia tomou desde Sócrates até ele, ou seja, o caminho subjetivista (caminho esse seguido por quase que todos os grandes filósofos, como Immanuel Kant e Friedrich Nietzsche), quando, em seu Discurso do Método, ele prega a Dúvida Universal (embora ele tivesse a intenção de chegar a uma conclusão de que é impossível um ceticismo absoluto, o efeito de sua obra foi muito negativo para a filosofia, pois ele abriu um leque para falsas noções ceticistas no futuro), oque é basicamente um sofisma, pois se ele prega a Dúvida Universal, ele também duvida que ele mesmo está pensando. Essa corrente subjetivista cresceu de uma forma assustadora a partir de Descartes (alguns diriam que foi a partir de Guilherme de Occam), depois a filosofia em si foi se perdendo, foi se invertendo, criando as mais variadas correntes filosóficas, hoje, pouco se fala dos princípios socráticos, ou da lógica aristotélica, mas filosofias como a de Nietzsche governam as faculdades junto com a gigantesca lógica kantiana.
Nesses princípios é que a maioria dos sofistas se segura, os princípios subjetivos (relativos ao máximo ao indivíduo pensante), o subjetivismo impregnou-se na filosofia como um parasita e recusa-se a sair por mais que se tente tirá-lo, a boa parte dos sofistas acha que é filósofo, e isso até faz sentido, pois muitos bebem, comem e respiram pensadores simpatizantes com esse subjetivismo disfarçado de filosofia. Cabe ao verdadeiro filósofo, cabe a aquele que ama a verdade e que tem um compromisso perpétuo com ela, denunciar e rebater tais correntes de pensamento, pois essas correntes, prejudicam, em proporções continentais, o rumo que a filosofia e o pensamento geral tem tomado ao longo de séculos.
A verdade é algo que até mesmo podem acreditar que defendem, com o maior rigor possível, mas para anular um argumento desfavorável ao seu, ele usará, mesmo que inconscientemente, um argumento completamente surreal e descaradamente contraditório e desonesto, em termos intelectuais, se tiverem a verdade como meta (isso mesmo, se tiverem, pois alguns nem acreditar no fator verdade acreditam), estão em profundo paradoxo, não apenas com os seus pensamentos, mas também com o seu próprio ser, pois a busca da verdade é um fato interno em todos os homens, é algo intrínseco a existência do ser-humano. As contradições podem, e na verdade a maioria vai estar, escondia em um jogo de palavras, como por exemplo: "não podemos ter certeza de nada, pois só Deus é absoluto, e se só Ele é absoluto, nem uma coisa que digamos pode ser absoluta, logo, nem uma certeza é absoluta...", aparentemente esse pensamento parece bem coerente, mas se investigarmos mais a fundo veremos que não, pois um pensamento coerente não volta contra si mesmo, isto é, se jogarmos o próprio discurso será notado uma falácia nos argumentos utilizados para provar que não existem certezas por causa do absolutismo de Deus. Exemplo:
- Se não existem certezas absolutas, a certeza absoluta de que não existem certezas absolutas é falsa, logo existem certezas absolutas.
- Se o homem, que diz isso, tem o conhecimento de que Deus é absoluto é outra certeza absoluta, portanto, existem certezas absolutas dentro do próprio pensamento de que não existem certezas absolutas.
- Se não podemos ter certeza de nada, o nada, por si só é um termo utilizado para dar a referência a algo que, por essência, é um vazio absoluto, pois nada existe no nada. Se o nada não é um vazio absoluto, logo, o nada não existe e existem certezas absolutas.
- É uma certeza de que aquele que pensa que não existem certezas absolutas, pensa que nem uma certeza é absoluta, se não é uma certeza o pensamento de que nem uma certeza é absoluta, logo, existem certezas absolutas até mesmo para quem pensa que não existem certezas absolutas.
Muito embora, os sofistas puros, isto é, aqueles que são o que são por própria escolha e aqueles que odeiam a verdade por amor daquilo que antes, para eles, era verdadeiro, mas agora veem que é falso, sejam raramente vistos vestindo a "camisa" sofista no meio intelectual ou popular, como se fazia na cultura Helênica há milênios, ele está alta e claramente impregnado em quase que toda a filosofia moderna desde René Descartes, onde, abandonando, não propositalmente, isto é, inconscientemente, o caminho que a filosofia tomou desde Sócrates até ele, ou seja, o caminho subjetivista (caminho esse seguido por quase que todos os grandes filósofos, como Immanuel Kant e Friedrich Nietzsche), quando, em seu Discurso do Método, ele prega a Dúvida Universal (embora ele tivesse a intenção de chegar a uma conclusão de que é impossível um ceticismo absoluto, o efeito de sua obra foi muito negativo para a filosofia, pois ele abriu um leque para falsas noções ceticistas no futuro), oque é basicamente um sofisma, pois se ele prega a Dúvida Universal, ele também duvida que ele mesmo está pensando. Essa corrente subjetivista cresceu de uma forma assustadora a partir de Descartes (alguns diriam que foi a partir de Guilherme de Occam), depois a filosofia em si foi se perdendo, foi se invertendo, criando as mais variadas correntes filosóficas, hoje, pouco se fala dos princípios socráticos, ou da lógica aristotélica, mas filosofias como a de Nietzsche governam as faculdades junto com a gigantesca lógica kantiana.
Nesses princípios é que a maioria dos sofistas se segura, os princípios subjetivos (relativos ao máximo ao indivíduo pensante), o subjetivismo impregnou-se na filosofia como um parasita e recusa-se a sair por mais que se tente tirá-lo, a boa parte dos sofistas acha que é filósofo, e isso até faz sentido, pois muitos bebem, comem e respiram pensadores simpatizantes com esse subjetivismo disfarçado de filosofia. Cabe ao verdadeiro filósofo, cabe a aquele que ama a verdade e que tem um compromisso perpétuo com ela, denunciar e rebater tais correntes de pensamento, pois essas correntes, prejudicam, em proporções continentais, o rumo que a filosofia e o pensamento geral tem tomado ao longo de séculos.










