"A honestidade é elogiada por todos, mas morre de frio" (Juvenal)
Muito já foi dito aqui sobre a honestidade que os filósofos precisam ter para serem os mesmos, até uma constatação da dificuldade de ser honesto com sigo mesmo foi relatada em meus textos (os textos são: Um pouco sobre falácias, Os Senhores do paradoxo, Ler e pensar, pensar e ler..., Como conhecer algo novo? e O Conhecimento e quem o procura ), mas é preciso que esta noção seja mais bem tratada. Textos separados tratando de algum tema que interfira neste, da honestidade que é intrínseca a filosofia, não explicam completamente a dependência da filosofia para com esta, pois em meus textos, fiz referências a certas particularidades, como por exemplo, no caso dos sofismas e filósofos, no entanto, mesmo estas referências, necessitam de uma análise mais profunda e satisfatória. Os pensadores precisam ser mais honestos com o seu próprio ser, e com a própria realidade a sua volta, ou seja, ele não pode criar uma falsa noção de realidade propositalmente para satisfazer alguma convicção própria do mesmo, para isso, é preciso utilizar a razão, mas para o uso completo e puro dela, é mais necessário ainda, ter a honestidade em seus pensamentos.
Como todo aquele que ama a sabedoria, deve, na essência de seus estudos e pensamentos, a honestidade, isto não se deve, com efeito, a uma mera questão de linha filosófica diferenciada ou de doutrinas filosóficas, isto é a filosofia em si, ela nasceu assim e isto é uma das essências dela, e a sua maior base. Embora, para muitos, isso poça ser algum tipo de imposição por parte de alguns filósofos, contudo, a crítica sincera e bem formulada é bem aceita dentro da filosofia em si, isto é, dentro da proposta da filosofia dês da sua fase clássica com filósofos da cultura helênica há milênios, e a aceitação de tais críticas ou o respeito à elas (algumas) é algo de importância primordial para a mesma, não deve-se censurar uma crítica, mesmo que ela seja proferida por um sofista, pois não necessariamente, ela seja, também, um sofismo.
Muito embora seja demasiado fácil falar e explicar sobre a honestidade que um pensador deve ter, não é com a mesma facilidade que se executa estes pensamentos, o problema geral deve-se pelo fator hipocrisia que todos os homens tem, tal fator é inerente nos nossos seres, ele surge quando a oportunidade de fazer algum tipo de mal surge também, ou seja, quando uma pessoa, vendo que algo está ocorrendo de errado em seu meio ataca o mesmo, no entanto, a mesma pratica o erro em sua vida. Um grande exemplo seria a mentira, em suma, ela é detestada por todos e é um ato covarde e desonesto mas, ao mesmo tempo, ela é praticada, ou já foi praticada em algum caso específico, por todos nós para nos livrarmos de alguma consequência justa para as nossas ações, a mentira é, porém, algo que não está na natureza do homem, que busca a verdade com toda a alma, pois se estivesse, a verdade não seria algo de tanta importância na vida do homem, e nem a universalidade das ciências seriam desenvolvidas se a mentira estivesse na essência da humanidade, por isso a mentira é ruim, porque ela foge do ser humano, se a mentira é algo que causa anomalias em nosso ser (os mentirosos, são, por consequência, pessoas de mal-caráter e existe sempre um problema na convivência com as mesmas, em qualquer cultura humana) ela precisa ser combatida com uma determinação superior a de mentir, uma pessoa que combate a mentira, é uma pessoa que combate um erro que perturba a essência dela, portanto, é uma pessoa que quer encontrar a verdade e se libertar do erro.
Um pensador deve ter em mente que os erros são os frutos das limitações existentes no próprio ser-humano em largar a bondade e seguir aquilo que o seu próprio pensar o leva a seguir, mas se o próprio usar o mesmo pensar para abandonar radicalmente os erros, os erros, e a própria desonestidade, estarão longe para atrapalhar os seus pensamentos, tal virtude deve ser diferenciada da hipocrisia, pois, o hipócrita, além de tudo, ataca um ato que o próprio faz, seja em segredo, ou seja em público, diferente do hipócrita, o filósofo, por fazer o exercício da revisão dos seus atos para corrigi-los, ou confirmá-los, pois a revisão gera, em vários casos, um aprofundamento para o pensamento do mesmo, por conseguinte é uma falácia utilizar o argumento de que alguém, ou um grupo de pessoas, é hipócrita porque combate algo, faz o ato que combate, mas combate o erro dentro de si próprio.
A maiêutica socrática (a base de toda a filosofia) é a prática mais honesta que existe para algum pensador que deseje entrar em algum outro campo, ou outra área, ela, se mudarmos certos pontos, para cada faculdade em questão, aplica-se em todas as ciências existentes, pois, ciência sem filosofia, transforma-se em algo que é nocivo para o homem, pois é utilizada sem ética e tem princípios sofistas em seus firmamentos teóricos iniciais, um pensador pode ser, além de um filósofo, um artista, um músico, um matemático, um engenheiro, um físico, historiador, médico, mecênico, poeta, arquiteto, biólogo, geógrafo, astrônomo, jornalista, economista, empresário, etc. Se em alguma faculdade da universidade das ciências abandona a filosofia, a mesma, cai por terra a longo ou médio prazo, não que ela deixe de existir e que a matéria intelectual acumulada seja perdida em algum evento que ocorre por causa da carência da filosofia, mas o bem para o homem será substituído pela a autoridade do mesmo para fazer o que ele quer com os seus próximos e com a humanidade em geral, em suma, a filosofia necessita da honestidade, por este motivo, que as ciências em geral necessitam da filosofia.
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| O Filósofo Lendo, de Jean-Baptiste Chardin |
Muito embora seja demasiado fácil falar e explicar sobre a honestidade que um pensador deve ter, não é com a mesma facilidade que se executa estes pensamentos, o problema geral deve-se pelo fator hipocrisia que todos os homens tem, tal fator é inerente nos nossos seres, ele surge quando a oportunidade de fazer algum tipo de mal surge também, ou seja, quando uma pessoa, vendo que algo está ocorrendo de errado em seu meio ataca o mesmo, no entanto, a mesma pratica o erro em sua vida. Um grande exemplo seria a mentira, em suma, ela é detestada por todos e é um ato covarde e desonesto mas, ao mesmo tempo, ela é praticada, ou já foi praticada em algum caso específico, por todos nós para nos livrarmos de alguma consequência justa para as nossas ações, a mentira é, porém, algo que não está na natureza do homem, que busca a verdade com toda a alma, pois se estivesse, a verdade não seria algo de tanta importância na vida do homem, e nem a universalidade das ciências seriam desenvolvidas se a mentira estivesse na essência da humanidade, por isso a mentira é ruim, porque ela foge do ser humano, se a mentira é algo que causa anomalias em nosso ser (os mentirosos, são, por consequência, pessoas de mal-caráter e existe sempre um problema na convivência com as mesmas, em qualquer cultura humana) ela precisa ser combatida com uma determinação superior a de mentir, uma pessoa que combate a mentira, é uma pessoa que combate um erro que perturba a essência dela, portanto, é uma pessoa que quer encontrar a verdade e se libertar do erro.
Um pensador deve ter em mente que os erros são os frutos das limitações existentes no próprio ser-humano em largar a bondade e seguir aquilo que o seu próprio pensar o leva a seguir, mas se o próprio usar o mesmo pensar para abandonar radicalmente os erros, os erros, e a própria desonestidade, estarão longe para atrapalhar os seus pensamentos, tal virtude deve ser diferenciada da hipocrisia, pois, o hipócrita, além de tudo, ataca um ato que o próprio faz, seja em segredo, ou seja em público, diferente do hipócrita, o filósofo, por fazer o exercício da revisão dos seus atos para corrigi-los, ou confirmá-los, pois a revisão gera, em vários casos, um aprofundamento para o pensamento do mesmo, por conseguinte é uma falácia utilizar o argumento de que alguém, ou um grupo de pessoas, é hipócrita porque combate algo, faz o ato que combate, mas combate o erro dentro de si próprio.
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| O Astrônomo, de Johannes Vermeer |




